ERA CONTEMPORÂNEA


ERA CONTEMPORÂNEA


Kant pôs fim na pretensão filosófica de tentar conhecer as coisas tais como elas são, a realidade em si. 
Depois dele, a filosofia passou a ser basicamente uma grande teoria do conhecimento: o que é possível conhecer verdadeiramente tendo em vista os limites da nossa razão?

Aos poucos, a corte da “rainha das ciências” começou a se desgarrar e criar seus próprios reinos. 
As ciências humanas, como a psicologia, a sociologia, a antropologia, a história e a geografia, foram ganhando independência e passaram a ser encaradas como campos de conhecimentos específicos, com métodos e resultados próprios. 
O segundo a minar o poderio filosófico foi Auguste Comte e seu positivismo. O pensador francês achava que a filosofia deveria ser apenas uma reflexão sobre os resultados e o significado dos avanços científicos. Com isso, a filosofia se resignou a estudar o conhecimento adquirido por vias mais sólidas do que o pensamento puro e a ética, que nunca deixou de ser um tema essencialmente dela.

O século 19 também aproximou alguns pensadores da realidade. A crítica de Karl Marx ao modo de produção que, segundo ele, sistematicamente explora os trabalhadores e enriquece os ricos, teve reflexos no mundo real assim que seu Manifesto do Partido Comunista ganhou as ruas. Marx, no entanto, foi uma exceção. 
O interesse pelas estruturas do conhecimento e pela consciência e seus modos de expressão direcionou a filosofia para recantos herméticos, como os estudos da linguagem — corrente conhecida como filosofia analítica, iniciada pelo austríaco Ludwig Wittgenstein. 
O movimento ficou conhecido como a “virada linguística”. Outra vertente, conhecida como fenomenologia, se debruçou sobre os fenômenos que se manifestam para a consciência, a partir da ideia kantiana de que a razão é uma estrutura da consciência. Seu criador, Edmund Husserl, considera a realidade como um conjunto de significações ou sentidos produzidos pela nossa razão.
Foi preciso chegar o século 20, com suas grandes guerras e agitações sociais, para colocar a política por fim de volta à pauta dos pensadores, que se tornaram críticos das ideologias e da ideia de progresso. 
Os filósofos tentaram frear o delírio científico-tecnológico e o otimismo revolucionário que cooptou grande parte dos intelectuais. Passaram a se questionar se o homem, imerso em uma vida acelerada e soterrado pela burocracia, conseguiria ter uma vida feliz e almejar uma sociedade justa. 
O primeiro a lançar essa dúvida foi o alemão Theodor Adorno, um dos fundadores da Escola de Frankfurt, que buscou inspiração em Marx. Será o homem realmente livre ou uma marionete da sua condição psiquíca e social?
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